segunda-feira, 14 de abril de 2014

Caminhada Rota da Liberdade – Caminhada Solidária para ajudar Susana Martins



Integrado no projecto “Magos Natureza” a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos organiza a Caminhada Rota da Liberdade – Caminhada Solidária para ajudar Susana Martins – que se realizará dia 27 de Abril de 2014, com concentração dos caminhantes no Parque de Jogos e Lazer de Foros de Salvaterra.




As inscrições encontram-se abertas até ao dia 23 de Abril através do Folheto de Divulgação Rota da Liberdade.
Consulte aqui as Condições Apólice Seguro.
 Participe e ajude!

Amostra de Fogo das Festas de Marinhais 2014





Imagem in Facebook das Festas de Marinhais

sábado, 5 de abril de 2014

Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos alerta para "atentado ao património municipal, na sede da junta de freguesia de Muge"


Obras realizadas no edifício da junta de freguesia de Muge


«O Dia Nacional dos Centros Históricos comemora-se a 28 de Março, data do nascimento de Alexandre Herculano, seu patrono.
Em vários centros históricos das cidades de Portugal organizaram-se atividades para comemorar o Dia Nacional dos Centros Históricos.
No concelho de Salvaterra de Magos assinala-se esta data com a desistência voluntária da qualidade de membro do município de Salvaterra de Magos na associação de municípios portugueses com centros históricos, bem como com um atentado ao património municipal, na sede da junta de freguesia de Muge.
Particularidades da gestão socialista no que concerne à defesa e preservação do património do nosso concelho.
Manifestámos na última reunião de câmara preocupações sobre as obras que decorrem na sede da junta de freguesia de Muge. Obras essas com adulterações profundas, no edifico em referência, visíveis na fachada poente, as quais constam nomeadamente de alterações nos vãos, alteração da cota do piso. Esta preocupação decorre do facto de este edifício ser referência e sujeito a medidas cautelares de protecção, pois trata-se de um imóvel abrangido por disposições cautelares de protecção no âmbito do PDM (de acordo com as alíneas a. 2) e d. 3) do ponto 1.2 do artigo 72º servidão do património edificado do Regulamento do PDM), impondo até parecer da Comissão Municipal de Património (artigo 72.º, n.º 3, alínea b) do Regulamento do PDM).
Neste sentido questionámos o executivo sobre as intervenções em causa. Se estas estão a ser acompanhadas por técnicos qualificados? Se existe procjeto das alterações? Se concorda com as alterações profundas que estão a ser levadas a cabo no edifício? Se as cantarias e vãos retirados irão ser repostos conforme traça original? Neste sentido solicitamos igualmente a consulta do projeto de alterações das obras no edifício da junta de freguesia de Muge.
A resposta do Sr. Presidente foi deplorável e irresponsável, demonstrando uma total insensibilidade para a preservação do nosso património a que se juntaram os normais arremessos partidários e de ajuste de contas com o passado, quando a única preocupação e razão do Bloco de Esquerda são a defesa do património pertencente a todos nós.
Na verdade, as operações urbanísticas em causa não estão sujeitas a licenciamento, visto serem promovidas por autarquia local em espaço abrangido por Plano Municipal de Ordenamento do Território (artigo 7.º, n.º 1, alínea a) do Decreto Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na sua actual redacção). No entanto, e pese embora tal dispensa de licenciamento, a realização de tal operação urbanística depende de parecer prévio, não vinculativo, da Câmara Municipal em espaço abrangido por Plano Municipal de Ordenamento do Território (artigo 7.º, n.º 2 do Decreto Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na sua actual redacção).
Foi solicitado esse parecer? E foi o mesmo tempestivamente emitido?
Por outro lado, esta operação urbanística deve ser sempre instruída com declaração dos autores dos projectos, da qual conste que foram observadas na elaboração dos mesmos as normas legais e regulamentares aplicáveis, designadamente as normas técnicas de construção em vigor, e do coordenador dos projectos, que ateste a compatibilidade entre os mesmos (artigo 7.º, n.º 7 e artigo 10.º n.º 1 do Decreto Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na sua actual redacção) e deve, ainda, constar referência à conformidade do projecto com os planos municipais de ordenamento do território aplicáveis à pretensão, bem como com a licença de loteamento, quando exista (artigo 7.º, n.º 7 e artigo 10.º n.º 2 do Decreto Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na sua actual redacção).
Foi instruída com estes elementos, designadamente com o parecer favorável da Comissão Municipal de Património, exigida pelo artigo 72.º, n.º 3, alínea b) do Regulamento do PDM?
Sendo a resposta, como se adivinha, negativa, compete ao Presidente da Câmara Municipal embargar esta obra (artigo 102.º, n.º 1, alínea c) do Decreto-lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na sua actual redacção e artigo 105.º, n.º 1, alínea a) do Decreto-lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, na sua actual redacção).
É inegável que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos tem, pelo menos, conhecimento pessoal desta operação urbanística, conforme as suas declarações na última reunião de Câmara Municipal.
E tomou o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos em mãos as suas competências em matéria de tutela da legalidade urbanística, embargando tal operação urbanística realizada em violação do PDM de Salvaterra de Magos?
Há que lembrar que a violação culposa dos instrumentos de ordenamento do território ou de planeamento urbanístico válidos e eficazes é causa de dissolução de órgão autárquico (artigo 9.º, alínea c) da Lei n.º 27/96, de 1 de Agosto) e de perda de mandato (artigo 8.º, n.º 1 alínea d) da Lei n.º 27/96, de 1 de Agosto), que tanto é aplicável à Junta de Freguesia de Muge, como ao Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos.
Ninguém esperaria uma obra-prima de excepção, unicamente uma obra com projecto de reabilitação, prévio, que acautelasse o nosso património e respondesse às necessidades da população.
A vontade e necessidade expressas pela população são legítimas e compreensíveis, de reivindicar por maior e melhor comodidade para os próprios, particularmente e como sabemos, a intervenção vem proporcionar à população um acesso mais fácil e direto à sala de atendimento ao público, contudo para a mesma situação haveria diferentes abordagens e possíveis soluções de resposta à pretensão, com o necessário e imprescindível respeito pelo património.
Não aceitamos falar de uma forma leviana e simplista da obra em causa, porque não se trata de abrir um porta e fechar uma janela, mas de uma adulteração de um dos alçados do edifício património municipal, com soterramento ou supressão de alvenarias de pedra do vão da janela! Porque esta obra incauta tratou-se tão só, de um atropelo e de uma precipitação que não deve voltar a acontecer no nosso concelho, porque a lei prevê penalização grave, como perda de mandato, para incumprimentos como este.
Não o desejamos Sr. Presidente, o Bloco de Esquerda respeita a vontade expressa nas eleições e o cumprimento do mandato legitimamente consagrado recentemente em eleições, no entanto o cumprimento da legalidade é o garante da democracia e a essa todos estamos obrigados.»



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Herói de Abril – Santarém homenageou Salgueiro Maia nos 22 anos da sua morte



«Santarém homenageou esta quinta-feira, dia 3 de abril, Salgueiro Maia, vinte e dois anos depois da sua morte, no Jardim dos Cravos.






A esta cerimónia evocativa, juntaram-se cerca de quarenta crianças da Escola do 1º Ciclo dos Leões que depositaram cravos vermelhos junto à estátua do Herói de Abril. A cerimónia contou ainda com as presenças de Natércia Maia, viúva de Salgueiro Maia, do presidente da Câmara de Santarém Ricardo Gonçalves, com o tenente coronel Zagalo, comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência de Abrantes, membros da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, amigos e populares.
Junto à estátua e à chaimite, foram colocados arranjos e desenhos com cravos e frases alusivas ao 25 de Abril, feitos por alunos do Agrupamento de Escolas Dr. Ginestal Machado, pertencentes à Escola do 1º Ciclo dos Leões, Jardim de Infância do Sacapeito, Jardim de Infância da Feira e do Pereiro.
Esta iniciativa contou ainda com a participação do Centro de Tropas de Comando de Lisboa.
Nesta cerimónia de homenagem a Salgueiro Maia, na data do seu falecimento, o Capitão de Abril, camarada e amigo de Salgueiro Maia – Coronel Correia Bernardo, em representação da Associação 25 de Abril e da Comissão das Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém, recordou o percurso de  Salgueiro Maia, com um testemunho que comoveu a maioria dos presentes.
O Coronel Correia Bernardo recordou que Salgueiro Maia trouxe “com ele outra dinâmica nascida nas matas da Guiné, traz o desespero de uma guerra perdida e o olhar de milhares de homens sem esperança da abertura de uma janela para a paz. Mas traz também com ele a vontade de quem sente que é chegado o momento de mudar. É dele uma das vozes mais escutadas e mais firmes no grito de revolta que começou a germinar no seio do movimento dos capitães.”
O capitão de Abril lembrou ainda Salgueiro Maia pela sua “nobreza de caráter, a coragem, a verticalidade de um homem que sempre recusou honrarias e comendas”.
“Naquela manhã sonhada de 25 de abril de 1974 – saiu de Santarém à frente de 240 homens e no final dessa manhã já arrastava consigo mais de um milhar de militares. E, atrás desse milhar de homens fardados, muitos outros milhares, homens e mulheres sem farda, enchiam as ruas e largos de Lisboa por onde a coluna militar de Santarém passava. Era todo um Portugal na rua”, recordou Correia Bernardo, acrescentando que “ a sua memória ficará para sempre entre nós e o seu nome repousará gravado em letras douradas entre os mais brilhantes da nossa história.”
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, afirmou que os dados relativos à pobreza e ao desemprego no País “põem em causa os objetivos do 25 de Abril de 1974” e considerou “perigoso governar para as expectativas dos mercados”.
O presidente da Câmara de Santarém defendeu que “o Portugal de hoje não é o Portugal sonhado por Salgueiro Maia e pelos Capitães de Abril”, acrescentando que, o País prosperou muito nos últimos 40 anos, mas “muito do que foi sonhado não foi ainda concretizado”.
Os números que mostram a “existência de mais de 2,5 milhões de pobres em Portugal, quase um milhão de desempregados, um quarto da população em privação material e o aumento permanente de emigrantes, põem em causa os objetivos de luta por melhores condições de vida e mais e melhor liberdade para todos”, demonstrando que “os herdeiros da Revolução falharam”.
Para Ricardo Gonçalves, “é falacioso dizer que Portugal está melhor, mas que os portugueses estão pior. É perigoso governar para as expectativas dos mercados e não para os anseios dos portugueses. É impossível aceitar que o desígnio de um Estado-Nação seja passar o défice de 5% para 4%”.»
Fonte: O RIBATEJO online, 03-4-2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Marinhais: carteiro Carlos Lima morre em acidente a caminho do trabalho





«Um funcionário dos CTT que ia entrar ao serviço morreu na sequência de uma colisão com um veículo ligeiro perto de Marinhais, concelho de Salvaterra de Magos, por volta das 7 horas da manhã desta quinta-feira, 3 de abril.
A vítima mortal, Carlos Lima (foto em cima), foi projetado da moto em que seguia após ter embatido num carro que se preparava para entrar na Estrada Nacional 118, vindo de uma via secundária.
O homem, de 50 anos, não resistiu aos ferimentos e o óbito acabou por ser declarado no local.
O carteiro era responsável pela distribuição da correspondência em Marinhais e residia em Salvaterra de Magos com a esposa, também funcionária dos CTT no balcão da vila ribatejana.
Além da viúva, Carlos Lima deixa três filhos.
As operações de socorro envolveram uma equipa do INEM e 10 elementos dos bombeiros de Salvaterra de Magos, apoiados por quatro viaturas.
A GNR também esteve no local e está a investigar as causas do acidente.»

Fonte: Rede Regional, 03-4-2014