sábado, 26 de novembro de 2011

Cerca de 2 milhões de inscritos a mais no Serviço Nacional de Saúde tiram médico de família a quem precisa

«Sabe-se que o número de inscrições no Serviço Nacional de Saúde é maior do que a população nacional, mas não foi encontrada ainda forma de retirar da lista os cerca de 1,9 milhões de nomes a mais. Luís Cunha Ribeiro, presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, sugeriu este sábado, no Porto, que se procure uma solução através do número de contribuinte.

"A Comissão Nacional de Protecção de Dados tem impedido que se cruzem alguns dados, mas não queremos violar a privacidade ou os direitos de ninguém, só queremos saber quantos somos. É assim tão difícil?", disse esta manhã Luís Cunha Ribeiro, no seminário "Uma nova política de Saúde? Que actores?", que decorre durante todo o dia na Universidade Católica do Porto.

O médico, presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (que já foi presidente do INEM e director clínico do Hospital de S. João), deu como exemplo esta discrepância, que faz com que milhares de portugueses não tenham acesso a médico de família, para demonstrar que o desafio agora é gerir informação e não adquirir mais.

"Há 12,4 milhões de inscritos nos centros de saúde e muitos destes devem estar inscritos em mais do que um médico de família", afirmou.

"Nos últimos 12 anos, gastaram-se 600 milhões de euros em sistemas de informação. E com 600 milhões de euros gastos, conseguimos não saber quantos somos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), algo tão simples quanto isso", declarou Cunha Ribeiro. Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde, há 12 444 655 inscritos nos centros de saúde portugueses, embora a população nacional seja de cerca de 10,5 milhões de pessoas. Em Setembro, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse, na Assembleia da República, que há mais de um milhão e 700 mil portugueses sem médico de família, a maioria deles na região da Grande Lisboa.

"Já coleccionamos informação que chegue, temos é que gerir essa informação", sublinhou o médico. Em declarações ao JN, sugeriu que se cruze apenas a identificação fiscal com o registo no SNS. "Há uma informação infalível, que é o número de contribuinte, que só se pode ter um e sabemos que toda a gente tem", referiu. Só na área da sua tutela, na Grande Lisboa, há 4,2 milhões de pessoas inscritas nos centros de saúde quando a população total é de 3,6 milhões.

Isto acontece, explicou, porque há utentes que se inscrevem em dois ou mais centros de saúde. "Às vezes, as pessoas vão de férias, precisam de medicamentos e inscrevem-se noutro centro de saúde", disse Luís Cunha Ribeiro. O seminário prossegue até às 18.30 horas, no pólo da Asprela da Universidade Católica do Porto, e conta, esta tarde, com a participação do presidente da Entidade Reguladora da Saúde, Jorge Simões e com dois ex-ministro da Saúde, António Correia de Campos e Luís Filipe Pereira.»



in JN online, 26-11-2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Reportagem da TVI em Muge



Com início no minuto 40 deste Vídeo TVI

Muge: População manifesta-se contra encerramento da extensão de saúde e transferência de processos para a Glória do Ribatejo (Veja vídeo da TVI)

A população de Muge esteve ontem, terça-feira, 08-11-2011, toda a tarde e principio da noite, concentrada frente à extensão de saúde, afim de não permitir a transferência dos processos dos doentes e outros equipamentos para a extensão da Glória do Ribatejo.

O protesto terminou com um cordão humano composto por várias dezenas de utentes, que marcharam entre a extensão de saúde e a sede da Junta de Freguesia de Muge, exigindo a reabertura do seu posto médico.

A acompanhar esta manifestação de protesto esteve uma equipa de reportagem da TVI, recolhendo imagens e depoimentos que serão transmitidos hoje, quarta-feira, por aquele canal nos programas informativos: "Jornal da Uma" e "Jornal das 8".

Vídeo da marcha:

video

- Vídeo cedido por César Diogo, presidente da Junta de Freguesia de Muge -


Veja a reportagem da TVI em Muge, com início no minuto 40 deste Vídeo



domingo, 6 de novembro de 2011

Santarém: Despiste na A1 provocou três mortos


«O despiste de uma viatura ligeira na A1, este domingo, pelas 17.15 horas, provocou três mortos e dois feridos ligeiros. O acidente ocorreu no sentido sul-norte, a dois quilómetros da área de serviço de Santarém.

No local estiveram cinco corpos de bombeiros com 27 elementos e 11 veiculos, a VMER de Santarém e militares do destacamento de Trânsito da GNR de Santarém, que estão a investigar o acidente.

Uma das faixas da A1 esteve condicionada ao trânsito durante uma hora.»



in JN online, 06-11-2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Muge e Granho: Utentes decidem formas de luta contra encerramento das extensões de saúde


«Os utentes da saúde de Muge e Granho, concelho de Salvaterra de Magos, que recentemente viram as respetivas extensões de saúde encerradas, reuniram ontem (quinta-feira, 03-11-2011) para decidir formas de luta para contestar esta decisão.


Para já, os utentes decidiram realizar uma concentração junto ao ACES e elaborar uma moção, a ser aprovada nas juntas de freguesia, câmara e assembleia municipal, para enviar ao ACES e ao Ministério da Saúde.


Os utentes pretendem, ainda, fazer o acompanhamento desta entrega no Ministério, promovendo uma concentração no local.


Estas ações ainda não têm datas definidas, e representam apenas o início da luta com vista à reabertura das extensões de saúde.


Recorde-se que o ACES decidiu encerrar as extensões de Muge e Granho no final da semana passada, sem disso dar conhecimento às autarquias e aos utentes, e concentrar todos os serviços na extensão de Glória do Ribatejo»



04-11-2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Luísa Portugal mantém decisão de encerramento das extensões de saúde de Muge e Granho


«A Sra. Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, reuniu no final da manhã de hoje com a Directora do ACES da Lezíria, Dra. Luísa Portugal, no âmbito do encerramento definitivo das extensões de saúde de Muge e Granho, decidido por aquela entidade na passada sexta-feira.

Apesar dos esforços desenvolvidos pela Sra. Presidente da Câmara Municipal, o ACES da Lezíria manteve a sua decisão de encerramento das duas extensões de saúde, justificando a decisão com limitações orçamentais que impossibilitam a reabertura das referidas unidades de saúde.

Ana Cristina Ribeiro, informou a Dra. Luísa Portugal dos impactos profundamente negativos que esta medida tem no dia-a-dia dos utentes das 2 freguesias, que passam a estar obrigados a deslocações até Glória do Ribatejo, quando não existem redes de transportes públicos assegurados e as condições de mobilidade e custos afectos a esta necessidade de deslocação serem altamente prejudiciais a quem tem o direito de acesso aos cuidados básicos de saúde.

A decisão daquela entidade manteve-se, tendo a Sra. Presidente da Câmara Municipal informado que irá de seguida solicitar alteração da decisão junto do Sr. Ministro da Saúde, na defesa dos interesses da população.

Hoje à noite decorrerá em Muge uma reunião da Comissão de Utentes, na qual estará a Sra. Presidente, Ana Cristina Ribeiro, que dará conhecimento dos resultados desta reunião aos presentes e reforçará o apoio da Câmara Municipal na procura da reconsideração deste encerramento por parte das entidades competentes.»


03-11-2011

Encerramento definitivo das Extensões de Saúde de Muge e Granho

«A Câmara Municipal foi no final da tarde de ontem informada, via fax assinado pela Sra. Directora do ACES da Lezíria do Tejo, Dra. Luísa Portugal, da decisão daquela entidade em proceder ao encerramento definitivo das extensões de Saúde de Muge e do Granho, passando os utentes destas duas freguesias a ter de se deslocar a Glória do Ribatejo, para naquela extensão de saúde obterem os respectivos cuidados de saúde.

Esta decisão, sem qualquer contacto ou tentativa de auscultação prévia por parte da Sra. Directora do ACES da Lezíria do Tejo, constitui-se numa total e lamentável surpresa, na medida em que, na reunião havida entre a Sra. Presidente da Câmara Municipal, Ana Cristina Ribeiro, e a Dra. Luísa Portugal, aquando do encerramento provisório daquelas duas extensões de saúde, ficou acordada a vinda de 2 novos médicos para o nosso concelho, que permitiriam precisamente assegurar a reabertura das extensões de saúde de Granho e Muge.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos lamenta a decisão tomada pelo ACES da Lezíria do Tejo, que apesar de colocar os 2 novos médicos no concelho de Salvaterra de Magos, prestando cuidados de saúde aos utentes das freguesias de Muge e do Granho, não os está a colocar nas respectivas freguesias, optando por concentra-los na freguesia de Glória do Ribatejo, ignorando ou dando pouca relevância aos custos, dificuldades e transtornos que a deslocação dos utentes de Muge e Granho até Glória do Ribatejo forçosamente implicam.

A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos discorda totalmente desta decisão, informando que tomará todas as deligencias possíveis na defesa, lado-a-lado com a nossa população, dos interesses e direitos dos utentes de Muge e Granho no acesso aos cuidados de saúde a que têm direito.

Desta garantia de total solidariedade e luta lado a lado com a população, foi inclusive dado conhecimento público por parte do Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal, Manuel das Neves, na manifestação realizada no dia de hoje em Muge, que juntou centenas de pessoas.

A Câmara Municipal tomará todas as diligências na defesa dos direitos da nossa população junto das entidades competentes e com responsabilidade neste domínio, lado a lado com as juntas de freguesia, as comissões de utentes e a população de Muge e do Granho.

A Presidente da Câmara Municipal,
Ana Cristina Ribeiro »


29-10-2011