sexta-feira, 27 de abril de 2012

Câmara de Salvaterra esclarece notícia do jornal "O Mirante" online




«No passado dia 16 de Abril o jornal “O Mirante”, publicou uma notícia intitulada “Homem detido por exibir fraldas a utentes da piscina municipal”.

Nesta notícia é referido o seguinte “Um homem com cerca de 40 anos foi detido na quarta-feira, 11 de Abril, por estar a baixar as calças e a mostrar a fralda que vestiu aos utentes da piscina municipal de Salvaterra de Magos…” . “…Não era a primeira vez que o homem, residente em Benavente, se exibia sexualmente num lugar público. Há cerca de três meses, voltou a baixar as calças e a mostrar a fralda a um funcionário das piscinas e também já o tinha feito na presença de menores...”

No passado dia 16 de Abril, esteve nas piscinas municipais uma jornalista do referido jornal a questionar a funcionária dos serviços administrativos, tendo esta referido que não sabia nada sobre o assunto.

É importante que os jornais, tenham o cuidado com aquilo que escrevem, porque a mensagem que passa para o leitor, deve assentar em factos reais e não em meras extrapolações que podem deixar ideias erradas do que se passou.

Relativamente á noticia em si, importa esclarecer o seguinte:

- O referido homem, nunca frequentou a piscina municipal de Salvaterra de Magos, nem nunca entrou nas suas instalações.

- O referido homem, nunca mostrou as fraldas a nenhum funcionário das piscinas municipais

- O referido homem nunca mostrou as fraldas a nenhum utente das piscinas municipais, seja ele maior ou menor de idade, a não ser que o tenha feito num local que não as piscinas municipais e sem o nosso conhecimento.

O que se passou realmente foi que no dia 11 de Abril, o referido homem encontrava-se na zona desportiva de Salvaterra de Magos, junto aos campos de ténis (portanto à vista de quem está na zona da recepção das piscinas municipais), apresentando um comportamento estranho, uma vez que sempre que passava alguém ele escondia-se.

Por este motivo e por esta situação já se ter passado anteriormente em duas ou três ocasiões, foi feita uma participação á GNR. Quando a GNR chegou, o homem pôs-se em fuga, sendo interceptado noutro local.

Ao que consta, segundo conversa de alguns populares que assistiram á detenção, o homem, que ofereceu bastante resistência á GNR, usava umas fraldas.»



Imagem in Google

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Coruche: Despiste de pesado de mercadorias fez dois mortos


«Duas pessoas morreram, esta segunda-feira, na sequência do despiste de uma viatura pesada de mercadorias, na estrada municipal 515, junto a Várzea de Água, em Coruche.

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o acidente ocorreu cerca das 05.30 horas desta segunda-feira, tendo estado no local quatro viaturas e 12 elementos dos Bombeiros Municipais de Coruche, a GNR e a viatura médica de emergência e reanimação do Hospital de Santarém.»



in JN online, 23-4-2012

domingo, 22 de abril de 2012

Glória do Ribatejo: Ruinas do forno do "montóia" (ou montoya)




«O que lhes vou contar sobre estas ruinas não é novo e nem sequer é notícia por já ter sido noticiado, trata-se apenas de uma curiosidade por me fazer relembrar momentos de quando era rapaz de escola. Na foto que escolhi para ilustrar podemos ver as ruinas que pertenceram a um forno de fabricar tijolo, na altura dizia-se de fazer tijolo e que ficou conhecido na Glória pelo forno de tijolo do montóia. Surgiu numa altura em que as paredes das casas desta localidade deixavam de ser construídas em taipa e adobe para se iniciar um novo processo de construção em que se aplicava o tijolo de barro. Eram tempos difíceis, o que nos vem comprovar hoje que as dificuldades não são novas. Olhando para essas ruinas, agora a descoberto, consegui imaginar muitos dos momentos que passei por ali depois da escola, por exemplo, os barrancos com água onde os rapazes mergulhavam e as rãs saltavam para fora juntamente com os "peixes", chamávamos peixes porque viviam na água, mas eram os filhotes das rãs ou sapos que ali viviam na sua fase de vida metamorfótica. Os ditos barrancos eram grandes buracos no chão que ficavam das escavações onde se retirava o barro com que faziam os tijolos. A água era muito suja porque ficava de uns anos para os outros. Apesar de tudo, havia grande preocupação de higiene por parte das nossas mães, todos se queixavam com os ralhos quando chegavam a casa sujos de lama e barro. Os mais crescidos iam refrescar-se a nadar e a mergulhar para os ribeiros mais próximos, tal como fiz mais tarde no ribeiro do Vale Zebro. Perto destas ruinas passa a estrada de asfalto, na altura eram já sinais de modernidade, mas por toda a aldeia da Glória só existiam estradas de terra batida pela passagem dos carros de bois, vacas e carroças. Lembro-me de ter insistido muito para trabalhar nesse forno de tijolo, sobre isso falei várias vezes com as pessoas que operavam uma máquina de compactar o barro e onde se misturava, umedecia e se encaminhava para uma passagem estreita, em forma de tijolo, onde era cortado por uma peça que passava de um lado para o outro e era composta por um fio de arame fino que fazia o corte para separar os ditos tijolos ainda crus. A azáfama em volta deste fornos de tijolo era grande, via-se muitos carros de vacas e pessoas no meio das pilhas de tijolos que ocupavam todo o espaço que hoje está a ficar num lindo jardim. O mais curioso é que eu lembro-me de trabalhar lá dentro e com um carro de mão, da altura, com o qual carregava tijolos para locais onde ficavam a secar para serem depois introduzidos nos fornos a cozer. Engraçado, eu vou escrevendo isto e reavivando a minha memória, havia um rapaz que trabalhava lá e que andava comigo na escola, morava em Marinhais, perto da passagem de nível, e outro que era da Atalaia (Montijo). Discutiam muito os dois, eram mais velhos do que eu 2 anos, mas eu só ouvia, não podia intervir nem falar com eles nessa espécie de brincadeira que eu hoje acho ter sido uma aprendizagem de adolescência rápida e forçada, fosse lá o que fosse havia mutuo respeito, na altura respeitávamos muito as pessoas mais velhas, mesmo que só tivessem mais 1 ou 2 anos. O desejo que eu sentia em trabalhar naquele forno de tijolo ainda me impressiona hoje, mas talvez seja igual ao desejo de um miúdo de agora quando diz que quer ser piloto de aviões, astronauta, etc. Os desejos serão sempre iguais, queremos sempre o que não temos ou sentimos dificuldade em vir a ter. Não sabia o que eram astronautas nem pilotos de aviões, talvez por isso eu desejava tanto trabalhar no forno de tijolo do "montóia"»



Imagem e texto de Celestino Silva in Facebook de Dora Monteiro

sábado, 21 de abril de 2012

Câmara de Salvaterra de Magos assume violação da Lei dos Compromissos e avança com reparação da ponte Rainha D. Amélia


«A presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos decidiu avançar com o arranjo da ponte Rainha D. Amélia, mesmo violando a Lei dos Compromissos, por entender que está em causa o interesse das populações.

"Por respeitar as populações e perceber os prejuízos que estão a sofrer decidi avançar, com consciência do que pode acontecer do ponto de vista das sanções criminais, civis e até financeiras", disse Ana Cristina Ribeiro à agência Lusa.

Para Ana Ribeiro (BE), é urgente a alteração da Lei 08/2012, que impede os municípios de assumir qualquer despesa que não esteja já comprometida até ao final do ano, porque, como está, "paralisa as autarquias", já que nem o arranjo de uma máquina ou a aquisição de um produto de limpeza pode ser feito.»

in Expresso online, 20-4-2012